Adoro famílias disfuncionais, como as da tv e dos filmes. Adoro os Simpsons, Familly Guy, Brothers & Sisters e Malcom in the Middle. Adoro o Home for the Holidays, The Royal Tenembaums e Little Miss Sunshine. A minha família não é tão complicada... ou melhor, só um bocadinho!Sou filha única de pais divorciados desde os meus 2 anos, por isso nunca tive grandes aspirações de casamento pois nunca convivi com essa realidade na minha vida. Sempre gostei de ter uma família grande, mas as distâncias físicas muitas vezes nos impedem de estar juntos. Mas arranjei a família mais estranha que alguém pode ter... a família emprestada que todos os meus amigos dizem ser a coisa mais mirabulante do mundo.
Começo pelas minhas irmãs. Sim tenho 3 e meia, nenhumas sangue do meu sangue. A C., a minha mana mais velha, filha de uma namorada que o meu pai teve e que por isso crescemos juntas. Depois vem a G. e a V., de 25 e 23 anos respectivamente, filhas da namorada do meu pai, que cresceram desde pequenas comigo e que sempre me adoptaram como a mana mais velha. E depois vem a P., a piquena de 11 anos, filha do pai destas minhas duas irmãs com outra pessoa. E é aqui que as coisas começam a complicar-se.
A M., namorada do meu pai já há, pelo menos 15 anos, tem uma catrefada de irmãos, 4 para ser mais precisa. Quando comecei a frequentar a casa da Vó, rapidamente fui adoptada como neta, sobrinha e prima, pois naquela casa há os meus, os teus e os nossos, praticando-se ferverosamente esta filosofia! E eu adoro sentir-me completamente adoptada numa família que tenho como minha! Ainda se complica mais quando os ex-sogros da M., avós da G., V. e P., me recebem também como uma deles... a mim e à minha família.
É espectacular, não é? E o melhor de tudo? Posso juntar esta gente toda que não há brigas e todos se dão bem. Amigos meus com pais divorciados ou casados dizem que tudo isto é de mais para digerirem... e é fantástico!
Recentemente contei esta história a uma amigo a passar por um divórcio. Só para ele entender que vale a pena manter as relações com a família dela, mesmo que custe no início. É que podem não ser sangue do nosso sangue, mas são nossos e isso ninguém nos pode tirar!
Amo a minha família de sangue e a minha família emprestada. Amo a maneira como tenho o previlégio de poder conjugar tudo. Mas não pensem que são só rosas... é que até essas têm espinhos. Mas mesmo assim, não imagino a minha vida sem eles. É a única maneira de ter um sobrinho (quase) meu. E adoro quando dizem que é parecido comigo...