e desde ontem que ando um bocado revoltada. A alegria de voltar a ver o sol e a antecipação de ir à cerimónia "Monstros do Ano" foram aos poucos substituídos por um sentimento de impotência e, consequente, revolta. Há muito que não me sentia ssim, mas quando vemos alguém que amamos a sofrer e não podemos fazer nada, é óbvio que isso nos agasta. Eu gosto de pensar que a espera vai ser rápida, mas não aguento imaginar o que se estará a passar lá dentro enquanto aquela chamada telefónica do hospital não chegar. Não posso pensar que essa chamada chegará tarde de mais, porque tenho confiança nos médicos do IPO, mas custa-me horrores esta espera. Tenho tentado levar um dia de cada vez, com toda a força e amor para poder estar no meu melhor, mas há dias em que nos deixamos ir... Não consigo ser uma fortaleza todos os dias, lamento, mas não baixo os braços nunca... podem é não estar tão levantados como de costume, mas nunca baixados!!! Estou desde ontem a pensar que, mais que ir sozinha aos "Monstros do Ano", o meu medo desta semana tem sido enfrentado diáriamente há semanas. Mais nesta, perante a miragem de que seria esta semana que iriam chamar. Mas hoje é 5ª feira e ninguém telefonou. Continuo a acreditar que os Doutores lá sabem o que estão a fazer... mas não digam que vai ser esta semana, porque já não vai ser. E Benurons todos os dias, há mais de um mês, não ajudam as dores a passar... só aumentam a angústia. E não mandem as pessoas às Urgências para depois as mandarem de lá para o médico de família, com o ar mais blasé do planeta, sim?Os Peixe-Avião dizem que a espera é um arame... esta é um arame farpado... COM FERRUGEM.