a época mais "isssssssssssssstúpida" do ano: O CARNAVAL. Confesso que não acho grande piada à efeméride, achando absoluta e absurdamente ridículas todas as tentativas falhadas de copianço de cortejos de Carnaval que se estendem de Norte a Sul do país no decorrer dos próximos dias. Eu cá acho que faz sentido celebrar a coisa em sítios onde há inequivocamente essa tradição.Foi o que aconteceu comigo há 3 anos, quando fui ao Funchal nesta altura. Lá a coisa é levada verdadeiramente a sério e somos completamente olhados de lado se não entrarmos no espírito da coisa. Saí de Lisboa com vários disfarces na mala, pois lá temos que ter um para cada dia. A festarola começa na 6ª e só acaba na 4ª, á rija. O cortejo é muito engraçado, nada como o famoso Carnaval de Estarreja, esse acontecimento de nível mundial.
Mas cá, à parte de uma ou duas excepções, parece-me que ver rabos celulíticos de brasileiras ilegais e barrigas gelatinosas de tugas armadas em "garotas de escola de samba em trajes ridiculamente diminutos", apadrinhadas por figuras públicas menores, não se pode considerar realmente Carnaval. É uma reprodução triste e miserável do que é um dos maiores Carnavais do Mundo: o do Rio. Esse sim, dá gosto de ver na televisão, pelas cores e imagens impressionantes que produz. E sim, já estive no sambódromo do Rio e é impressionante imaginar aqueles quilometros de gente , de som, de cor, de energia. Arrepia mesmo vazio.
Em miuda nunca me mascarei muito e normalmente herdava os fatos que a minha prima tinha usado no ano anterior. Lembro-me de nunca ter chegado a vestir-me de dama antiga ou de sevilhana, mas um ano vesti-me à "Anos 20" e ninguém entendia que raio eu tinha vestido. Ideias alternativas da minha mãe... Mas do que eu gostava mesmo era de estalinhos comprados na Fangela e, anos mais tarde, de bombinhas de mau cheiro que eram estratégicamente largadas nas carruagens de metro em hora de ponta, no regresso a casa depois da escola.
Mas, basicamente, não ligo muito ao Carnaval. Não me faz grande sentido. Faz-me mais sentido fazer festas temáticas com amigos ao longo do ano, onde possamos andar trajados a rigor fora de época e, aí sim, marcar a diferença. A minha peruca semi-afro está guardada religiosamente há uns anos e faz sempre sucesso!