København

Ainda não tinha escrito nada sobre a minha ida a Copenhaga, por isso cá vai. Confesso que não tive muito tempo para fazer de turista, mas do que vi gostei bastante. Acho que este foi dos países que visitei em que senti um maior choque cultural. A mentalidade escandinava é algo de fascinante: a organização, a ordem, a atitude ecológica... enfim TUDO! Bicicletas por todo o lado, ninguém atravessa fora das passadeiras nem com sinal vermelho, a limpeza das ruas, as raras buzinadelas, a polícia que não se vê mas que não põe em risco a nossa sensação de segurança, os transportes públicos impecáveis, o respeito pelo ambiente em todo o lado... impressionante.

Não fui ver a pequena sereia nem a Opera, infelizmente, mas passeie pelas ruas sempre a pé e faz-se muito bem, ou não fosse esta uma cidade plana. O centro histórico tem edifícios incríveis, de uma arquitectura tão diferente de tudo o que eu vi. Paris é monumental, mas Copenhaga vence pela beleza arquitectónica, na minha opinião. Os canais também contribuem bastante para a beleza da cidade, embora não sejam tantos como em Amesterdão (segundo me dizem... em Outubro logo vejo!).O ponto mais turístico que visitei, e fiz questão de lá ir, foi o Tivoli. É um jardim lindíssimo com um parque de diversões. Este parque, dizem ser um dos mais antigos da Europa e foi aqui que Walt Disney se inspirou para criara os seus próprios parques temáticos. Há diversões para todos os gostos e idades, de todos os formatos, do carrossel clássico à montanha russa cheia de loopings e velocidade. Há barraquinhas com doces de todas as cores, guloseimas de todas as formas, barraquinhas de tirinhos, uma "feira popular" cheia de charme vintage rodeada de jardins impecavelmente tratados. Visita obrigatória. Aos mais abertos de espírito recomendo uma ida até Christiania, um bairro hippie no meio de Copenhaga onde o governo não tem jurisdição. Parece que estamos num universo paralelo, mas vale pela experiência. É uma zona de ruas de terra batida, no meio de jardins, com casas algo degradadas mas cheias de pinturas e grafitis, música por todo o lado, mercadinho hippie, esplanadas e erva… muita erva por todo o lado. Uma onda bem pacífica de vivência em comunidade. Mas atenção, há regras de conduta que devem ser seguidas à risca por todos os visitantes, pelo bom funcionamento e respeito pelos que lá vivem. Nyhavn é outro ponto bem engraçado da cidade. É um canal rodeado de esplanadas para onde o pessoal vai todo apanhar sol e beber cerveja ao final do dia. À sexta-feira ao cair da noite está cheio de gente com “six-packs” de Carlsberg sentada no chão, a beber com os amigos. Tem montes de bares e restaurantes, onde se acaba por comer razoavelmente a um preço também razoável se comprarem os menus do dia.

E isto leva-me a outra parte da história: o custo de vida e compras. Realmente Copenhaga não é para todas as carteiras. No que toca ao custo dos transportes, confesso que não tive bem a noção porque tinha um passe dado pelo congresso. Os táxis não são baratos, pois uma corrida de 10 minutos fica em média pelos 20€. A comida nos restaurantes não é barata e um menu normal do McDonalds fica em cerca de 7€. Há restaurantes, como alguns italianos, onde é mais barato comer, até porque as pizzas são grandes e dá para dividir e não ficar com fome. Há muitas pequenas casas de Kebabs, sushi e street food, a preços convidativos, mas não cheguei a testar. Culinária dinamarquesa, nem cheirá-la sequer, mas quando um dinamarquês nos diz para não tentar, não tentamos, certo?

As lojas são uma perdição. Achei engraçado não haverem muitas lojas que há cá, como Mango, Zara e outras do tipo. Vi algumas lojas que também há em Londres como a Monsoon, Oasis ou Accessorize. Mas há mesmo muitas de marcas deles, cadeias de sapatarias e de roupa, com um design fantástico, mas a preços acima da média. Mas também com uma qualidade fabulosa. E sim, o design deles é algo que me tira do sério, principalmente em coisas para a casa e sapatos. Mas tudo bastante caro… Uma loja imperdível é a Build-a-Bear, à entrada do Tivoli. Uma loja onde podemos construir o nosso próprio urso de peluche, baptiza-lo, vesti-lo e dar-lhe um coração. O urso mais básico fica por 15€ e é uma prenda com um ritual fantástico, que derrete o coração de qualquer um. Escusado será dizer que trouxe um para o xuxas da titi.

Enfim, uma cidade onde gostaria de voltar para conhecer melhor, mas não uma cidade para regressar constantemente, como Londres ou Paris, onde há sempre coisas novas. Mas se me sair o Euromilhões volto para fazer umas comprinhas!

Para verem umas fotos tiradas por mim, vão aqui. Tak!