A noite prometia. A ânsia do reencontro apertava, apesar de as esperanças serem poucas. O coração não obedecia ao que a cabeça mandava. A última vez que tinham estados juntos tinha sido único e pleno. Ela procurou-o por entre a multidão horas a fio. Fechava os olhos, dançava e deixava que a música a levasse para aquele canto das memórias onde o coração se sente confortado. Imaginava que a qualquer momento ele aparecesse do meio de tudo e dissesse nada... que só olhasse para ela. Ela, por sua vez ia olha-lo nos olhos e ficariam assim... só a olhar-se por entre a multidão, deixando que a música invadisse todos os seus poros e dançassem. No fim da madrugada, foi o cansaço que a invadiu e foi para casa. Apesar de ele não ter aparecido, ela não se sentiu só. A música acompanhou-a nesta viagem nocturna. E chegou a casa exausta de tanto dançar, mas com um sorriso. Afinal, a solidão no meio da multidão pode ser compensada de maneiras tão mais simples.
Há 1 semana